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Individualismo na sociedade do século XXI

Individualismo na sociedade do século XXI

Somos cada vez mais uma sociedade mais individualizada? Somos cada vez mais egoístas? A conquista de sucesso, poder, fama e riqueza está nos levando a um individualismo atroz? É cada vez mais comum observar comportamentos direcionados à conquista de seus próprios sucessos, independentemente do bem-estar dos outros.. As normas sociais não são importantes e apenas advogam o sucesso individual. Além disso, esse tipo de individualismo excessivo é mais bem visto, pois para muitos é sinônimo de alguém que luta. O que está por trás desse fenômeno? Vamos mais fundo!

Conteúdo

  • 1 Individualismo: o reflexo de uma sociedade competitiva
  • 2 Trabalho, classe social e individualismo
  • 3 O culto do eu

Individualismo: o reflexo de uma sociedade competitiva

O individualismo é o tendência de cada um agir de acordo com seus próprios pensamentos e convicções, independentemente das normas sociais. No entanto, é conveniente ter em mente que agir dessa maneira individual pode ser um indicador de uma nova normal social que recompensa essa atitude. Quer dizer, O individualismo é uma nova norma social? Esse comportamento está na moda? Você pode agir fora da sociedade seguindo seus padrões e tendências?

Mas de onde vem essa tendência ascendente? Estabelecemos uma sociedade mercantilista onde valemos o que produzimos, e o que produzimos geralmente é traduzido em termos econômicos. Hoje em dia, não basta ter um emprego para viver bem, mas somos bombardeados com mensagens de que deveríamos ter o melhor emprego possível, o salário mais alto, a maior casa e o carro mais sofisticado possível. Estes são alguns exemplos das mensagens que a sociedade moderna nos transmite, onde dinheiro e poder se tornaram protagonistas indiscutíveis.

Para alcançar esses objetivos, também foi divulgada uma mensagem de destaque que defende a independência de cada um de nós. No entanto, não é uma independência saudável, isto é, na qual podemos nos manter; mas de um Independência voraz, o que nos leva a não depender de ninguém para alcançar nossos objetivos. "Eu devo ser mais do que ninguém", é o que está instalado em nossa mente, porque somos pequenos. Desta forma, em vez de cooperar, há uma situação de competição entre indivíduos em que o individualismo é incentivado. O que está oculto por trás dessa postura? Um estudo liderado por Igor Grossmann lança alguma luz para nós.

Trabalho, classe social e individualismo

Uma equipe de pesquisa da Universidade de Waterloo (Canadá) e da Universidade Estadual do Arizona (Estados Unidos) investigou minuciosamente a ascensão do individualismo. Esta equipe, liderada por Igor Grossmann, publicou o artigo em 2015 "Estrutura social, doenças infecciosas, desastres, secularismo e mudança cultural na América", na qual eles apresentam os resultados encontrados. De acordo com os resultados da pesquisa, A causa mais provável desse individualismo crescente são os "empregos no escritório".

Os pesquisadores analisaram seis fatores culturais relacionados ao individualismo: Doenças infecciosas, desastres naturais, clima, religiosidade, urbanização de áreas habitadas e estrutura socioeconômica. Eles também analisaram outros indicadores relacionados:

  1. Vocabulário usado em livros: palavras individualistas, palavras coletivas e palavras individualistas, menos palavras coletivas.
  2. Práticas culturais: somente nome versus nomes compostos em meninos e meninas.
  3. Estrutura interpessoal: casamento e divórcio, pessoas morando sozinhas, tamanho da família, famílias de um filho ou vários filhos, lares de três gerações ou uma geração e pessoas idosas morando sozinhas.

Resultados

Depois de analisar os resultados dos diferentes marcadores potencialmente causando o aumento do individualismo, destacou a classe social (estrutura socioeconômica), diretamente relacionada ao trabalho liberal ou de escritório. Eles descobriram que a classe social é o único marcador que precede as mudanças no individualismo ao longo deste século. Esse tipo de trabalho deixa para trás os de uma classe mais cooperativa e característica da classe trabalhadora.

A equipe de Igor Grossmann ressalta que esse fenômeno não é moderno, mas está em ascensão há pelo menos 150 anos. Eles enfatizam que desde 1860 as famílias são menores, bem como o aumento do "vocabulário individualista", como liberdade, liberalismo, agência ou indivíduo. Eles também mostram o declínio dos vinte nomes mais frequentes entre os recém-nascidos. Esses dados sugerem que as famílias fogem da tradição e buscam mais o especial, o extraordinário.

O culto do eu

O "culto ao eu" se tornou uma posição prejudicial. Deve-se lembrar que estar bem consigo mesmo é essencial para estar bem com os outros. Porém, o "culto do eu" mais prejudicial entra em cena quando importamos apenas. Ou seja, quando colocamos nossos interesses acima dos outros, dando as mesmas consequências. Através desse pensamento, observamos como as grandes empresas, lideradas por um único homem ou vários, destroem paisagens naturais com o único objetivo de ganhar grandes somas de dinheiro.

As consequências de nossas ações são indiferentes, desde que nos beneficiemos diretamente. O trabalho de escritório nos individualizou tanto que apenas os resultados são importantes; Quanto mais dinheiro e mais poder, melhor. Esse tipo de trabalho nos trancou em busca do maior sucesso possível. O turbilhão trabalhista e econômico em que estamos cada vez mais envolvidos nos leva a um individualismo que, em vez de se beneficiar, acabou nos prejudicando. Porque

O motivo é simples: carrega em nós objetivos e demandas excessivas. Desta forma, Não é de surpreender que a depressão e a ansiedade tenham sido rotuladas como as principais doenças psicológicas do século XX. Somos levados a realizar ideais tão fora de nosso alcance que ocorre em nós uma frustração que leva à raiva, ansiedade, estresse, desconforto consigo mesmo e depressão. Por isso, é tão importante saber que esse individualismo é apenas uma maneira de ver a vida.

Bibliografia

  • Grossmann, I. e Varnum, M. (2015). Estrutura social, doenças infecciosas, desastres, secularismo e mudança cultural na América.Ciência Psicológica, 26 (3), 311-324.
  • Santos, H., Varnum, M. e Grossmann, I. (2017). Aumentos Globais no Individualismo. Ciência Psicológica, 28 (9), 1228 -1239.