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Perdoe, sabemos como fazê-lo?

Perdoe, sabemos como fazê-lo?

Um de nossos melhores amigos nos "traiu". Podemos entrar em qualquer situação. Imagine a dor que sentimos quando alguém próximo a nós faz algo que nos impede de continuar mantendo a amizade como antes. Nunca teríamos imaginado que essa pessoa (amigo, parceiro, membro da família etc.) faria algo como o que ele fez conosco. Sentimos uma dor imensa pelo ato e, principalmente, pela decepção. Neste momento, É necessário saber perdoar, mas o que é perdão? Sabemos como fazê-lo

Ao longo do artigo, discutiremos o que significa perdoar, o que é perdoar e o que não é. Também discutiremos qual é a melhor maneira de pedir perdão. Embora não exista uma maneira exata de sempre sermos perdoados, podemos encontrar uma série de etapas que podem tornar mais fácil alguém nos perdoar. Finalmente, não devemos esquecer que, às vezes, o perdão é para consigo mesmo. Vamos começar!

Conteúdo

  • 1 Perdoe, o que é realmente?
  • 2 Como pedir perdão
  • 3 Conclusão

Perdoe, o que é realmente?

Existe uma crença geral de que o perdão está esquecendo. Mas isso é verdade? Quando perdoamos, esquecemos tudo o que aconteceu? Ou melhor, quando perdoamos, devemos esquecer tudo? Esquecer significa não lembrar de algo; portanto, se considerarmos que temos memória, esquecer um evento importante será extremamente difícil, se não impossível. É verdade que esquecemos números de telefone, endereços, o conteúdo de um exame; mas esquecer algo que nos impactou emocionalmente até hoje é muito difícil.

"Só existe perdão onde havia algo imperdoável".

-Jacques Derrida-

Então, se o perdão não implica esquecimento, do que se trata? O perdão é um exercício através do qual estamos em paz consigo mesmos e com os outros.. Se alguém quebra nossa confiança, perdoar essa pessoa não consiste em esquecer o que ele fez conosco, mas em entender por que ele foi capaz de fazê-lo e não "queimar o fogo". O fato de que eles nos machucaram já é doloroso demais para remexer na ferida, então o pperdoar é aceitar o que aconteceu e decidir não mudar o que aconteceu por dias, semanas ou meses.

O que não é perdoar

Perdoar não significa que uma amizade ou um relacionamento deva necessariamente seguir. Se alguém age de maneira tão incorreta que pode ser prejudicial em nossas vidas, talvez o melhor que possamos fazer seja fugir. No caso de um amigo, nos afastaríamos dele; No caso de um relacionamento, podemos pôr um fim. O perdão não é um ato passivo, não é resignação, não se trata de aceitar tudo o que acontece conosco sem fazer nada. Se alguém nos trata mal toda vez que fica com raiva, podemos perdoá-lo e compreendê-lo, mas temos que suportar sim ou sim essas situações? Obviamente não.

Fred Luskin (2008), diretor de pesquisas relacionadas ao perdão na Universidade de Stanford, diz que perdoar não é:

  • Aceite a crueldade.
  • Esqueça que algo doloroso aconteceu.
  • Desculpe o mau comportamento.
  • Uma experiência religiosa ou sobrenatural.
  • Negar ou bloquear a dor.
  • Reconcilie-se necessariamente com o ofensor ou pare de sentir.

Como pedir desculpas

Existe alguma fórmula mágica para pedir perdão? Na verdade não, no entanto, sim, há uma série de etapas para tornar nosso perdão mais sincero e mais eficaz. É possível dizer que é um ato profundo e interior. Se queremos ser perdoados, nossas palavras devem ser autênticas; portanto, se nossa postura for superficial, elas terão pouco efeito. Entre os destaques, três podem ser destacados: desculpar-se, arrepender-se e mudar o comportamento.

Pedir perdão

Pedir perdão significa pedir desculpas pelo que aconteceu. Sabemos que estávamos errados e queremos resolvê-lo. Portanto, nossa primeira ponte para a resolução do conflito é expressar nosso desconforto e dar uma mão por desculpas. Dessa maneira, a outra pessoa saberá que percebemos nosso erro e que pretendemos corrigi-lo.

Arrependimento

Arrependimento não é sinônimo de tortura psicológica. O arrependimento consiste em ciente da extensão dos danos que causamos e propomos não fazê-lo novamente. O dano pode ser para nós mesmos, para uma pessoa ou para várias. O arrependimento não serve para nada se apenas discutirmos o que aconteceu. Nesse caso, é uma postura reflexiva. Se é para nós mesmos, sabemos o dano que causamos a nós mesmos. Se for para os outros, tentamos nos colocar na situação deles e sentir sua dor.

Gradualmente, com essa prática, estaremos cada vez mais conscientes de como os outros se sentem quando realizamos ações infelizes. Desta forma, aumentaremos nossa empatia e estaremos mais conscientes dos danos que podemos estar causando.

Mudança de comportamento

Mudança de comportamento é a demonstração de que entendemos o dano que causamos e nosso compromisso de não executá-lo novamente. Também pode envolver algum tipo de compensação. Por exemplo, se causamos danos materiais, podemos repará-lo ou pagar pela liquidação. Se o dano é emocional, podemos estar mais perto dessa pessoa e mostrar a ela que estamos realmente interessados ​​e queremos a felicidade dele.

Conclusão

Perdoar é um ato que realizamos conosco mesmos para sermos serenos e desfrutarmos da calma interior. Se continuarmos com o fogo interior da raiva, ressentimento ou ódio, não podemos alcançar nenhum estado de tranquilidade. Por isso é tão importante aprender a perdoar, mesmo quando quem nos ofendeu não está à frente ou ainda não está vivo. Um grande número de pessoas precisa perdoar um pai ou mãe falecido para estar em paz consigo mesmo.

Dizer "eu te perdoo" e fazê-lo sinceramente implica que essa chama de raiva interior se apaga e deixamos o vazio para o bem-estar. Nada nos consome por dentro, e nada tira nossa alegria. Perdoar, sem dúvida, é um ato para com os outros, mas acima de tudo, para ser feliz novamente.

Bibliografia

Luskin, F. (2008). "Perdoar é curar". Edições Norma. S.A: Bogotá.