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Aquisição de linguagem em crianças

Aquisição de linguagem em crianças

"Ele falou com os olhos, com a boca, com todo o rosto, ele fez com a alma quando falou comigo."

Fale sobre o aquisição de linguagem em crianças É recorrer às diferentes abordagens que nos permitiram dar conta desse maravilhoso processo, que permite aos bebês acessar campos socioculturais.

Abordagens psicológicas para aquisição de linguagem

Jean Piaget

A primeira dessas abordagens é a abordagem cognitiva abordada por Piaget, que afirma que a aquisição da linguagem em crianças é estabelecida a partir de uma operação cognitiva específica. Quer dizer, As crianças dominam as estruturas mentais e sociais, para acessar a linguagem. No início, o idioma é egocêntrico, as crianças falam por elas e ficam cercadas por outras pessoas. Quando seu pensamento deixa de ser egocêntrico, ele se torna social e comunicativo. Em suma, a aquisição da linguagem em bebês é um produto da razão e não da interação com os outros.

Noam Chomsky

Abordagem compartilhada com Noam Chomsky, que propõe uma abordagem inata, ou seja, que seres humanos vêm para a linguagem porque eles já vêm com essas estruturas mentais, que deve ser um agente progressivo e contínuo do dispositivo, sem acessar a interação com os outros, pois tudo é estabelecido de dentro para fora.

Lev S. Vygotsky

Nesse mesmo sentido, Vygotsky sugere do abordagem interacionistaque a aquisição de linguagem em crianças é gerada a partir de laços familiares e escolares. Ou seja, comunicação permanente com adultos. O que permite uma interação com o mundo social e cognitivo. A geração dessa linguagem em crianças é internalizada e passa por um período egocêntrico, externamente, mas com função interna. Tornando-se um pensamento verbal que possui uma forma interna. Ou seja, a aquisição da linguagem nas crianças será de fora para dentro, o que requer interação contínua com os outros.

Jerome Bruner

No entanto, Bruner estabelece três elementos cruciais quando se trata de abordar a aquisição de idiomas. Sintaxe, semântica e pragmática, nenhuma pode viver separada da outra para que esse processo seja frutífero. Note-se que a sintaxe é um elemento misterioso, pois se concentra na elaboração do tema.

Nesse sentido, os jogos infantis estão acima dos grandes hominídeos, pois requerem o uso e a troca de linguagem. Quer dizer que os jogos oferecem a primeira opção para o uso sistemático da linguagem da criança com o adulto, para fazer as coisas com as palavras.

Língua e cultura

A partir dessa perspectiva, o estudo de Jonathan e Richard é estabelecido a partir de objetos de transição que gradualmente geram a linguagem. Seus temas referem-se à maneira pela qual a criança adquire os usos de sua língua nativa, sua ênfase está no pragmático. aprender a fazer coisas com palavras. Especialmente como obter atenção recíproca e o gerenciamento de ações através da linguagem. Nessa dimensão, graças ao jogo, a criança entra no mundo da língua e da cultura com uma preparação para encontrar ou inventar, formas sistemáticas de se relacionar com requisitos sociais e formas linguísticas. Todas essas faculdades são chaves para a criança aprender a usar a linguagem. Ou seja, antes da comunicação aprender outros sistemas de troca funcional.

Então a aquisição da linguagem é pragmática não sistemática ou mágica. É o que move a aprendizagem de línguas, a necessidade de comunicação do ser. É assim que os jogos estão integrando bebês socialmente, dando-lhes grande riqueza para seu crescimento. Ajudando-os a organizar sua vida de maneira estrutural e ordenada, através das regras do jogo. Aproximando-os progressivamente do uso da linguagem, dessa forma eles aprendem a lidar com uma realidade estruturada. Nesse sentido, a cultura é constituída para as crianças no próprio ato de idioma mestre, consequentemente, só será entendido em um contexto cultural.

A partir dessa dimensão, a infância deve se concentrar como o espaço em que são geradas as condições apropriadas para iniciar os bebês na vida social. São eles que, ao longo dos anos, serão atores sociais constituídos por uma pluralidade de mundos que nascem das palavras, que representam ou simbolizam os eventos que as crianças experimentam. A palavra tem sido considerada como a ferramenta que os humanos usam para se aproximar um do outro, para entender que em sua caminhada as histórias estão entrelaçadas. O convite é criar espaços dentro e fora da sala de aula que permitam às crianças o acesso à fala, o que lhes permitirá ser sujeitos críticos e intencionais do bairro, do país e do mundo, espaços nos quais a consolidam como sujeito.

Referências

Bruner, J. (1983).Ele fala da criança. Aprendendo a usar a linguagem. Edições Paidós. Barcelona- Buenos Aires- México

//perfilesla.flacso.edu.mx/index.php/perfilesla/article/viewFile/420/373

//www.tdx.cat/bitstream/handle/10803/10311/aguilar.pdf