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Talasofobia, medo do mar

Talasofobia, medo do mar

Estamos na praia com amigos. Um deles grita: "Vamos nadar até a bóia mais distante!". Começamos a nadar em direção à bóia e percebemos que não estamos mais em pé. Está ficando mais profundo e mais escuro. Fruto da paixão do momento em que aceitamos nadar em direção a um lugar longe da costa, mas quando temos consciência de que não sabemos o que temos por baixo, começamos a ficar nervosos. Chegamos à bóia e permanecemos com os companheiros na água, sem nos levantar enquanto observamos que o fundo está escuro. A ansiedade e o desconforto estão aumentando cada vez mais. Se isso acontecer conosco, podemos sofrer de talassofobia.

Conteúdo

  • 1 Talassofobia
  • 2 sintomas de talassofobia
  • 3 Qual é o motivo?
  • 4 Tratamento

Talasofobia

A talasofobia representa um intenso medo do mar. "Thalassa", vem do grego e significa mar; e "fobos", medo. Possui diferentes graus de intensidade e exposição. Podemos gostar de ir de barco, mas temos pavor de nadar onde não vemos o fundo. Também podemos gostar da praia, mas visualizar imagens como hélices de grandes barcos subaquáticos pode nos causar desconforto. Em outro grau, a simples imagem mental das profundezas do mar também pode nos despertar desconforto. É possível que o medo seja tão grande que nem possamos pôr os pés na água.

Essa fobia também pode cobrir parte de duas outras fobias: batofobia e hidrofobia. O primeiro envolve o medo da profundidade; O segundo, para a água. A batofobia não precisa necessariamente ocorrer no mar, pode aparecer em longos corredores, em piscinas profundas ou diante de um grande buraco vertical. A talasofobia pode aparecer em diferentes momentos e circunstâncias e, acima de tudo, depende de cada pessoa.

Sintomas de talasofobia

Como a grande maioria das fobias, o principal sintoma emocional da talassofobia é o medo intenso. Um medo que pode ser acompanhado por diferentes sintomas físicos:

  • Suores
  • Palpitações
  • Boca seca
  • Tonturas
  • Respiração agitada

Um nível cognitivo e comportamental Sintomas diferentes também podem aparecer:

  • Dificuldade em pensar
  • Ansiedade
  • Pensamentos catastróficos.
  • Evite o temido estímulo.
  • Fuja da situação

A que se deve?

As razões para esta fobia podem ser múltiplas e variadas. Por um lado, pode surgir do imaginário coletivo sobre o crença popular de que, quando não vemos o fundo, qualquer tipo de criatura estranha pode aparecer. Talvez seja uma crença induzida por muitos filmes. Lembre-se que o filme "Shark", de Steven Spielberg, gerou medo da praia em muitos banhistas. Lendas como a de Kraken também podem ter influenciado esse tipo de medo.

O medo do desconhecido também se torna importante. Não saber o que temos sob nossos pés pode gerar intensa ansiedade. O mar e o oceano ainda são grandes estranhos, para que possamos desenvolver o medo em relação ao que ignoramos. Porém, Essa fobia pode se estender a não querer tomar banho na praia ou não querer andar de barco. No primeiro caso, poderia ser um caso mais agudo de medo do que o mar pode conter; No segundo caso, pode ser o medo de um acidente e acabamos na água.

Experiências traumáticas no mar também podem ser relacionadas. Se já experimentamos algum tipo de evento adverso relacionado ao mar ou ao oceano, isso pode ter nos condicionado. Por exemplo, estando prestes a se afogar, vendo outros em perigo, alguém de nossa família morreu no mar, tendo testemunhado um acidente ... Cada um de nós vive e interpreta a mesma situação de maneira diferente., para que esse tipo de evento possa nos afetar de uma maneira ou de outra.

Tratamento

O tratamento dessa fobia poderia ser feito através de terapia cognitivo-comportamental, especificamente com uma técnica conhecida como Dessensibilização sistemática. É baseado na inibição recíproca. Consiste em causar sintomas fóbicos gradualmente enquanto cria estados de relaxamento. Vallejo-Slocker e Vallejo (2016), afirmam que "De acordo com esse princípio, o relaxamento psicológico e biologicamente compete com respostas de ansiedade, porque são respostas fisiologicamente opostas".

Trabalhar na imaginação também pode ser uma técnica eficaz.. Na dessensibilização sistemática, você pode trabalhar com a imaginação. Trata-se de nos expor através da imaginação à situação temida. Depende do grau de aversão gerada pelo mar, começamos com um tipo de visualização ou outro. Podemos começar a imaginar o mar, ou também podemos imaginar o banho onde não estamos. Após uma entrevista inicial, saberemos o ponto em que a pessoa está cara.

Bibliografia

Vallejo-Slocker, L. e Vallejo, M. (2016). Sobre dessensibilização sistemática. Uma técnica superada ou renomada. Ação psicológica, 13 (2), 157-163.

Associação Americana de Psiquiatria. (2018).Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (5ª Edição). Madri: Editorial Médico Pan-Americano.